O carro do futuro já chegou. E é elétrico!

O carro do futuro já chegou. E é elétrico!

O carro do futuro já chegou. E é elétrico!

A história do carro elétrico teve início no século XIX, em meados de 1850, com os primeiros automóveis elétricos (30% dos carros produzidos no EUA eram elétricos), porém, a baixa autonomia dos veículos, aliada as inovações oferecidas por Henry Ford com sua super linha de veículos movidos a combustíveis fósseis, atrasaram a evolução dos carros elétricos por décadas. Mas, o que parecia distante, tornou-se realidade nos últimos anos e vem exigindo um novo posicionamento das montadoras; começando pela Europa. A indústria precisa atender as necessidades dos clientes e acompanhar as novas normas ambientais.

Nos últimos anos, os avanços na área são visíveis e comprovam o que há tempos os especialistas afirmam, estamos em uma nova era: da Sustentabilidade. Os carros elétricos estão cada vez mais rápidos e confiáveis, sendo um sucesso entre os europeus, ainda mais agora, com a nova regulamentação de emissão de poluentes. Na Espanha, por exemplo, as novas placas de trânsito, proíbem a circulação de veículos poluentes que não atendam à nova lei. Talvez, seja esse o motivo que fez a PSA (Peugeot-Citroen) adquirir a FCA (Fiat-Chrysler) que não conseguiu desenvolver uma tecnologia para ter carros elétricos mais eficientes e, através do Free 2 Move (aplicativo de aluguel de carros elétricos), a PSA com seus carros elétricos está abocanhando um gorda fatia de mercado, brigando com os gigantes veículos de aplicativos e de locação tradicional, com baixo custo e alta performance.

Além disso, outras empresas apostam no carro elétrico: a Tesla, perita na fabricação, lança neste ano um novo modelo de pick-up; a Sony programou para 2020, o Vision-S, que será fabricado em conjunto com empresas como Bosch, Continental, Genetex, Nvidia e Magna, pode ir de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.
No Brasil, o crescimento na compra de carros elétricos e/ou híbridos chama a atenção. Em 2019, a demanda cresceu numa velocidade impressionante, sendo que o volume de vendas triplicou: foram pouco mais de 11,8 mil carros em 2019, contra 3,9 mil no ano de 2018. Ou seja, quase mil carros elétricos e híbridos vendidos por mês, ou 50 carros/dia! E o volume é crescente.
Contudo, para comportar uma frota maior de carros com zero emissões, o país também precisa desenvolver a infraestrutura de recarga. São Paulo já possui vários pontos de carregamento para modelos Volvo e a BMW; já a Nissan, possui ponto de carregamento em suas concessionárias. O custo para carregar o carro varia entre 25 a 30 kWh. Como o kWh custa na faixa de R$ 0,60, o gasto gira entre R$ 15 a R$ 18 para poder rodar os seus 250 km. Ou seja, fazendo uma conta rápida, o custo por quilômetro rodado é de uns R$ 0,06 contra uns R$ 0,30 nos carros à combustão. Ou seja, o carro à combustão gasta 5 vezes mais do que o elétrico.

Em 2018, o governo federal anunciou a nova política industrial do setor automotivo, intitulada “Rota 2030”, com metas claras de eficiência energética para as montadoras até o final desta década. Para estimular as empresas a adotar as medidas, estão incentivos como renúncia fiscal. Foi também neste ano, apenas, que o imposto de importação para veículos 100% elétricos foi zerado e, o de híbridos, reduzido.
Diante desse cenário, surgem outras dúvidas: como abastecer um carro desses por aqui? Com a baixa qualidade e quantidade de energia elétrica fornecida em nosso País e dos eminentes e constantes apagões. Em um país de dimensões continentais, o consumidor tem receio de se aventurar na compra de um veículo elétrico e contar apenas com 250 postos de recarga. É aí que entra mais uma das inúmeras vantagens da autonomia energética fotovoltaica.

Com os avanços da tecnologia, logo os novos carros poderão ser comparados a um celular, que você põe carregar enquanto dorme, no conforto de sua casa. A Nissan lançou neste ano o LEAF, com baterias com três dias de autonomia e podem ser abastecidas por sistemas fotovoltaicos em postes sustentáveis. Universidades estão engajadas em projetos de desenvolvimento de postes sustentáveis em Santa Catarina, com o uso constante das células por um período mais longo.

Fique atento: o mundo está mudando, o que você está esperando para fazer parte dessa nova era?

 

Por Alexandra Bitencourt, jornalista.



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