Energia solar avança no setor de educação

Energia solar avança no setor de educação

Energia solar avança no setor de educação

Com o surgimento de inúmeras instituições de ensino pelo País e a ampliação dos sistemas de Ensino à Distância, o grande desafio das universidades e escolas tradicionais tem sido encontrar diferenciais que continuem atraindo alunos para suas salas de aula. Uma importante estratégia é investir no conforto e em uma estrutura moderna e adequada para atendê-los: iluminação, novos computadores, equipamentos de laboratórios, sistemas de monitoramento, ventiladores e ar condicionado, etc…, todavia, isso pode acarretar altos investimentos para as instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas.

O consumo de energia representa um custo expressivo para as instituições, porém, nem sempre esse gasto é convertido em número de alunos. Mesmo que timidamente, e com certo atraso, aos poucos as instituições estão iniciando suas apostas em fontes alternativas de energia, para baratear este custo. Em outros países, em que a energia solar já é prática comum, escolas e universidades já colhem os frutos dessa inovação. O dinheiro, antes gasto com contas de luz, agora está disponível para novos investimentos.

Quer alguns exemplos aqui no Brasil?
Em abril deste ano o campus de Santa Cruz da UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte – colocou em operação o 13º gerador fotovoltaico. O sistema foi instalado na cobertura do Bloco Anexo, ocupando aproximadamente 480 metros quadrados. Estima-se que esse gerador fornecerá 134,3 MWh/ano, o que representará R$51 mil a menos na despesa do campus com energia elétrica nos próximos 12 meses. Ganham os cofres públicos e também o meio ambiente. Cerca de 11 toneladas/ano de CO2 deixarão de ser lançadas na atmosfera, o que equivale ao plantio de 66 árvores. Em 2017, os geradores instalados nas outras 11 unidades da UFRN forneceram 1,6 GWh reduzindo despesas da ordem de R$613 mil nas faturas de energia elétrica. Com essa ação, o Instituto também evitou a emissão de 142 toneladas de CO2 ao longo do último ano.

No Rio Grande do Sul, duas escolas estaduais da Região do Vale do Rio do Pardo comemoram a instalação de painéis fotovoltaicos que vieram através do programa Escola Melhor, Sociedade Melhor, da Secretaria da Educação (Seduc), em parceria com a iniciativa privada. Na escola de Vera Cruz foram instalados 25 módulos solares com capacidade de geração de 325 Watts, que vai beneficiar mais de 200 alunos. Já a Escola José Luchese comemora o recebimento do Selo Solar do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal) por incentivar os alunos a aprenderem sobre energia solar.

Também, neste sentido, importantes projetos avançam a nível federal. Neste ano, serão destinados R$ 2,6 milhões para escolas municipais de diversos estados para a instalação de sistemas solares. Recursos que vão beneficiar escolas no Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), São Matheus (ES), Piauí e Goiás; e são administrados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Brasil é considerado um país com grande capacidade para aproveitamento da fonte solar. Estudos apontam que o território brasileiro recebe, anualmente, mais de 2.200 horas de raios solares com uma potência que equivale a 15 trilhões de megawatts-hora, isto corresponde a 50 mil vezes o consumo nacional de eletricidade.

Ainda, vale lembrar que, em se falando em grade curricular, é importante que esta inovação seja aos poucos inserida no ensino das séries iniciais das escolas de ensino fundamental, como forma de desburocratizar o tema e apresentar um novo cenário energético que vem se projetando para o futuro da civilização do Planeta.



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