Energia Solar: a primeira necessidade das cidades do futuro

Energia Solar: a primeira necessidade das cidades do futuro

Energia Solar: a primeira necessidade das cidades do futuro

“Caxias do Sul instala 1º ponto de ônibus com teto verde”, “França terá estradas cobertas com painéis solares”, “Moradores de favela do Rio instalam painéis solares em resposta aos altos preços das faturas de luz”. Os noticiários apontam os que os pesquisadores já previam: dentro de 25 anos a presença das fontes eólica e solar na matriz energética nacional superará a das fontes hidrelétricas.

No que diz respeito ao tema, o mundo caminha a passos largos para uma nova realidade. A estimativa dos pesquisadores é de que até a metade deste século, a Terra terá mais de 9 bilhões de habitantes, sendo que destes, 3/4 viverão em centros urbanos. E a pergunta que não cala é: teremos recursos hídricos para sustentar toda esta população, com energia elétrica de qualidade? É sabido que as regiões onde ainda é possível se expandir a hidroeletricidade são de difícil acesso e implicam em altos custos de transmissão, isso sem levar em conta as crises do setor, agravadas pelas secas sazonais e a grande devastação do meio ambiente. Ou seja, o grande desafio da engenharia urbana está instaurado. Construir cidades sustentáveis, utilizando maneiras mais limpas de geração de energia e, assim, continuar abastecendo carros e residências.

Dentre as novas alternativas de geração de energia está a energia solar fotovoltaica: tecnologia que permite transformar a luz do sol em energia elétrica através de módulos solares feitos de material semicondutor. Para gerar energia não é necessário calor, apenas luminosidade. Estudos realizados em 2015 dão conta que a energia solar é a fonte que cresce mais rápido no cenário mundial. No Brasil, nos últimos dois anos, a energia solar cresceu cerca de 70%. Números que, certamente, se devem aos incontáveis pontos positivos do sistema de geração de energia solar ou sistema fotovoltaico, como é tecnicamente conhecido.

Dentre as principais vantagens estão: energia renovável e sustentável; equipamentos que não ocupam espaço útil, pois são instalados no telhado das residências ou empreendimentos comerciais; a baixa manutenção e ampla cobertura de garantia; sistemas isolados, excelentes para lugares remotos ou de difícil acesso para a rede elétrica tradicional; valoriza a propriedade e reduz os gastos com a conta de luz.

Os sistemas fotovoltaicos não utilizam combustíveis, não possuem partes móveis, e por serem dispositivos de estado sólido, requerem menor manutenção. Durante o seu funcionamento não produzem ruído acústico ou eletromagnético, e tampouco emitem gases tóxicos ou outro tipo de poluição ambiental. A confiabilidade dos sistemas fotovoltaicos é tão alta, que são utilizados em locais inóspitos como: espaço, desertos, selvas, regiões remotas, etc.

Além dos painéis o do sistema de conversão, o relógio de luz antigo é substituído por um relógio de luz novo “bidirecional” (mede a entrada e a saída de energia ). Medindo assim, a energia consumida da rede elétrica e também a energia gerada em excesso pelo seu sistema fotovoltaico que é injetada na rede gerando “créditos de energia” para serem consumidos a noite ou em dias de menos radiação solar. Tem capacidade para gerar em média 1600 watts, mas a economia pode ser de até de R$ 1400,00, nos meses de maior produção.

Investir em energia solar, hoje, é antecipar uma consciência sustentável que é uma tendência irreversível no mundo.

Por Alexandra Bitencourt, jornalista.



Posts mais vistos

shares